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quinta-feira, 8 de maio de 2008

 

Equipe da Dengue visita mais de 1,3 mil casas no Oliveira Camargo durante 'arrastão' realizado dia 6

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), através do Departamento de Vigilância Epidemiológica, visitou na última terça-feira, dia 6, 1.319 residências localizadas no Jd. Oliveira Camargo. O objetivo: combater possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue que, até o momento, tem 114 casos registrados no Município.

Comandada pelo médico veterinário Odenir Sanssão Pivetta, a operação entrou em 896 casas do bairro, encontrando 470 fechadas (locais em que não foram recepcionados por nenhum morador ou responsável ou eram casas para locação e venda) e obtendo a recusa de três moradores. A avaliação das condições encontradas por cinco agentes comunitários da Unidade Básica de Saúde instaladas no bairro, 14 agentes da Dengue e dois supervisores que trabalharam nesta campanha foram consideradas positivas.

“Podemos dizer que a qualidade do bairro em relação à limpeza, condições de higiene e eliminação de possíveis locais, focos do mosquito, melhorou 70%. Os moradores estão de parabéns, mas as ações realizadas por cada morador precisam continuar para evitarmos a proliferação do mosquito e, consequentemente, o aumento da doença no Município”, afirma Pivetta.

Durante a ação, a equipe colheu apenas duas mostras encontradas em criadouro, que foram enviadas para análises e que retornam, possivelmente, na próxima semana.

As ações realizadas para conscientizar a população sobre os cuidados que cada um deve ter para combater o mosquito transmissor da dengue tem como objetivo eliminar possíveis criadouros do mosquito. “É muito importante que cada um faça a sua parte e que, em ações como esta, os moradores atendam nossa equipe, recebam nosso material explicativo e ouça nossos agentes. Para vencer a Dengue, precisamos da colaboração de todos”, ressalta Pivetta.

Virose

A Dengue é uma virose, ou seja, uma doença causada por vírus. O vírus é transmitido para uma pessoa através da picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes aegypti. A doença pode se manifestar de duas formas: a dengue clássica e a dengue hemorrágica.

A dengue clássica é a forma mais branda da doença. A pessoa doente tem febre alta, dores de cabeça, nas costas e na região atrás dos olhos. A febre começa a ceder a partir do quinto dia e os sintomas desaparecem, a partir do décimo dia. Neste caso, dificilmente acontecem complicações, porém alguns doentes podem apresentar hemorragias leves na boca e nariz.

A dengue hemorrágica ocorre quando a pessoa pega a doença por uma segunda vez. Neste caso a doença manifesta-se de forma mais grave. Nos primeiros cinco dias os sintomas são semelhantes ao do tipo clássico. Porém, a partir do quinto dia, alguns doentes podem apresentar hemorragias em vários órgãos e choque circulatório. Podem ocorrer também vômitos, tontura, dificuldades de respiração, dores abdominais intensas e contínuas e presença de sangue nas fezes. Não ocorrendo acompanhamento médico e tratamento adequado, o paciente pode falecer.

Para o caso da dengue clássica, não existe um tratamento específico. Os sintomas são tratados e recomenda-se repouso e alimentação com muitas frutas, legumes e ingestão de líquidos. Os doentes não podem tomar analgésicos ou anti-térmicos com base de ácido acetil-salicílico (Aspirina, AAS, Melhoral, Doril, etc.), pois eles favorecem o aparecimento e desenvolvimento de hemorragias no organismo.

Já no caso mais grave da doença, a hemorrágica, deve haver um rigoroso acompanhamento médico em função dos possíveis casos de agravamento, com perdas de sangue e choque circulatório. Os dois casos registrados em Indaiatuba são de dengue clássica.

Ações

A saída para evitar a proliferação do mosquito é evitar água parada; tampar latas; eliminar pneus ou outros objetos que possam servir de depósito de água; fechar bem caixas de água e outros reservatórios; colocar areia nos pratos de plantas e outros locais em que a fêmea do inseto possa depositar seus ovos; entre outras.

“Como não existem formas de erradicar totalmente o mosquito transmissor, a única forma de combater a doença é eliminar os locais onde a fêmea se reproduz”, afirma o secretário de Saúde, Roney Barbosa Pagotto.

Algumas Dicas

- Não deixe água se acumular em recipientes como, por exemplo, vasos, calhas, pneus, cacos de vidro, latas e etc.

- Mantenha fechadas as caixas d’água, poços e cisternas

- Não cultive plantas em vasos com água. Use terra ou areia nestes casos.

- Trate as piscinas com cloro, fazendo a limpeza constante. O ideal é deixá-las cobertas ou vazias quando não for usar por um longo período.

- Mantenha as calhas limpas e desentupidas

- Avise um agente público de saúde caso exista alguma situação onde há o risco de proliferação da doença.

 

 

[Por Fernando Loggar][14:55]


 

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